O que o Spotify pode nos ensinar?

Recente pesquisa do Spotify, mais famoso serviço de música em internet, mostrou que existe uma probabilidade de 24,14% dos usuários pularem de uma música para outra durante os 5 primeiros segundos. Nos primeiros 10″ (28,97%), 30″(35,05%) e antes de acabar a música (48,6%).

Captura de tela de 2014-08-17 22:22:07

A pesquisa afirma que quanto mais jovem o usuário, maior a adesão pela velocidade de consumo e mudança para uma nova música. O dado nos leva a crer que o usuário do Spotify, em especial os jovens, parecem ansiosos e com dificuldade de atenção as músicas escolhidas.

Nesse sentido, tenha sempre presente: os primeiros 5″ são definidores quando você disponibiliza conteúdo de áudio nas redes sociais.

Abaixo algumas tabelas da pesquisa.

Comportamento médio do pulo dentro nos primeiros 60″

all_songs_detailComportamento médio do pulo por idade do ouvinte:

Skipping_behavior_by_ageFonte: Music Machinery

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Telefone público e ciberdemocracia juntos em Nova York

Novas funções para os telefones públicos?

A prefeitura da Nova York lançou o desafio “Reinvent Payphones Design Challenge” através da sua diretoria de Urbanismo e Tecnologia. A meta é desenvolver alternativas criativas e funcionais para os 11 mil telefones públicos da cidade.

Reinvent Payphones Design ChallengeO desafio foi criativo em Nova York, mas caberia muito bem no Brasil, não acham?

O resultado saiu dia 15 de março. Destaque especial para o “NYC I/O: The Responsive City” http://bit.ly/Z7yyvS. Comunicação e participação ascessível a todos.

Mais ideias no tumblr de NYC http://bit.ly/103IQSl

Obs: por enquanto nenhuma dessas ideias foram realizadas na cidade.

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“Caso a polícia decida nos atacar novamente, não há mais servidores para capturar” The Pirate Cloud

O The Pirate Bay fez uma mudança importante em sua infra-estrutura. O mais famoso site de torrents do mundo mudou toda a sua operação para a nuvem. A partir de agora o The Pirate Bay irá oferecer os torrents em nuvens de vários provedores de hospedagem espalhados pelo mundo. A mudança vai reduzir os custos, garantir um melhor tempo de atividade, e fazer o site praticamente invulnerável a polícia – tudo ao mesmo tempo e mantendo seguros os dados dos usuários – tradução livre do Torrent Freak

Caso a polícia decida nos atacar novamente, não há mais servidores para capturar, só roteadores. Se eles seguirem a trilha dos roteadores de país a país, tudo que encontrarão é um servidor sem disco rígido lá. Caso encontrem o servidor na nuvem e a empresa responsável, a única coisa que conseguiram são imagens de discos altamente criptografadas e, virtualmente, inúteis do ponto de vista legal

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A criativa Foxconn, produtora do Iphone da Apple, admitiu ontem usar crianças em suas fábricas

A Foxconn admitiu ontem que emprega estagiários com 14 anos em sua linha de montagem. A empresa, uma das gigantes de tecnologia do mundo, é mundialmente conhecida por fabricar os equipamentos da Apple (iphone e ipads) e pelas péssimas condições de trabalho em suas fábricas, o que levou a altos índices de suicídios entre seus trabalhadores, exemplo claro que a criatividade tem um preço, é “maravilhosa” nos escritórios dos designers e desenvolvedores, péssima no restante da cadeia produtiva, afinal, uma tem que pagar a outra.

A matéria da Associated Press publicada na businessinsider.com

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Pergunta aos críticos dos museus virtuais: Como veríamos as nádegas carnudas de Brueghel?

O site obvius fez um post bem instigador assinado pela colaboradora Tajana. A publicação problematiza de forma leve como a opção virtual, a digitalização de um quadro no Google Art Project, por exemplo, abre-nos uma visão nova e mais ampla da obra, talvez não “melhor”, mas complementar e única.

Leia abaixo e diga o que você acha.

“As nádegas de Brueghel” Por Tajana.

Não sei se Deus está no detalhe – mas as nádegas rosadas de Brueghel, sim. Refiro-me às nádegas pintadas por ele. Este é um desses casos felizes em que a tecnologia amplia certos caprichos do olhar.

Leia mais AQUI

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Leituras do momento: Slavoj Zizek e Philip Roth

Comecei a ler no últimos dias com mais afinco o último livro do Slavoj Zizek, “Vivendo no fim dos tempos”, paralelo a ele, para aliviar, acompanha o “O Teatro de Sabbath” do Philip Roth, abaixo uma apresentação de ambos.

Conforme a leitura se desenvolver eu vou comentando.

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“O Teatro de Sabbath” de Philip Roth – leia mais em as Leituras do Giba: http://goo.gl/NvqSC

Teatro de Sabbath é uma criação cómica de proporções épicas, e Mickey Sabbath o seu herói gargantuesco. Antes um escandaloso e inventivo saltimbanco, Sabbath, aos 64 anos, continua audazmente antagónico e excessivamente libidinoso. Mas depois da morte da sua amante de longa data – um erótico espírito livre, cuja audácia adúltera excede até a sua – Sabbath embarca numa turbulenta viagem ao passado.
Desolado e só, cercado pelos fantasmas daqueles que mais o amaram e odiaram, encena uma série de absurdas catástrofes que o levam aos limiares da loucura e da extinção.

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“Vivendo no fim dos tempos” de Slavoj Zizek na Carta Maior http://goo.gl/qlaai 

Não deveria haver mais nenhuma dúvida: o capitalismo global está se aproximando rapidamente da sua crise final. Slavoj Zizek identifica neste livro os quatro cavaleiros deste apocalipse: a crise ecológica, as consequências da revolução biogenética, os desequilíbrios do próprio sistema (problemas de propriedade intelectual, a luta vindoura por matérias-primas, comida e água) e o crescimento explosivo de divisões e exclusões sociais. E pergunta: se o fim do capitalismo parece para muitos o fim do mundo, como é possível para a sociedade ocidental enfrentar o fim dos tempos?

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A farsa da empresa criativa e verde no consumo de energia destrutivo e poluidor (NYT)

Empresas buscam imagem ecologicamente correta, mas consomem muita energia 

Por James Glanz do The New York Times

Tradução de Paulo Migliacci (FSP)

As máquinas de Jeff Rotshchild no Facebook tinham um problema que ele sabia que precisava ser resolvido imediatamente. Estavam a ponto de derreter.

A companhia ocupava um imóvel alugado em Santa Clara, um galpão de 18 por 12 metros, com fileiras de servidores necessários para armazenar e processar as informações sobre as contas de seus membros. A eletricidade que fluía para os computadores estava causando o derretimento de portas de rede e outros componentes cruciais.

Um dos seis geradores a diesel em uma grande central de processamento de dados (Richard Perry/The New York Times)

Pensando rápido, Rotshchild, o diretor de engenharia da companhia, enviou seus subordinados em uma expedição para comprar todos os ventiladores que pudessem. “Nós esgotamos o estoque de todas as lojas Walgreens da área”, ele disse –para soprar ar frio na direção do equipamento e impedir que o site caísse.

Isso aconteceu no começo de 2006, quando o Facebook tinha modestos 10 milhões de usuários e seus servidores estavam instalados em um só local. Hoje, as informações geradas por quase 1 bilhão de pessoas exigem versões maiores dessas instalações, chamadas centrais de dados, com fileiras e mais fileiras de servidores, espalhadas por áreas de dezenas de milhares de metros quadrados, e tudo com sistemas industriais de refrigeração.

E esses servidores representam apenas uma fração das dezenas de milhares de centrais de processamento de dados que hoje existem para sustentar a explosão generalizada da informação digital. Volumes imensos de dados são movimentados a cada dia, sempre que as pessoas usam o mouse ou suas telas sensíveis ao toque para baixar filmes ou música, verificar os saldos em seus cartões de crédito no site da Visa, enviar e-mails com arquivos anexados via Yahoo!, adquirir produtos na Amazon, postar no Twitter ou ler jornais on-line.

Um estudo conduzido pelo “New York Times” ao longo dos últimos 12 meses revelou que essa fundação da indústria da informação contrasta fortemente com a imagem de esguia eficiência e postura ecologicamente correta que o setor tenta apresentar.

Segurança observa servidores em central de processamento de dados em Las Vegas (Ethan Pines/The New York Times)

A maioria das centrais de processamento de dados consome vastos montantes de energia, deliberadamente e de maneira perdulária, de acordo com entrevistas e documentos. As companhias de internet operam suas instalações em capacidade máxima, 24 horas por dia, não importa qual seja a demanda. Como resultado, as centrais de processamento de dados podem desperdiçar 90% ou mais da eletricidade que recebem da rede, de acordo com o estudo.

Para se protegerem contra quedas de energia, elas dependem, também, de conjuntos de geradores a diesel, causadores de emissões. A poluição gerada pelas centrais de processamento de dados viola a regulamentação de ar limpo norte-americana, de acordo com documentos oficiais. No Vale do Silício, muitas das centrais de processamento de dados constam do Inventário de Contaminantes Tóxicos do Ar, um documento governamental que lista os principais causadores de poluição em função do uso de diesel, na região.

No restante do mundo, esses armazéns de informação digital utilizam cerca de 30 bilhões de watts de eletricidade, mais ou menos o equivalente a 30 usinas nucleares, de acordo com estimativas compiladas para o estudo por especialistas setoriais. As centrais de processamento de dados norte-americanas respondem por entre um quarto e um terço dessa carga, de acordo com as estimativas.

“A dimensão desses números é espantosa para a maioria das pessoas, mesmo profissionais do setor. O tamanho assusta”, diz Peter Gross, que ajudou a projetar centenas de centrais de processamento de dados. “Uma central de processamento de dados pode consumir mais energia que uma cidade de tamanho médio.”

A eficiência energética varia amplamente de empresa para empresa. Mas, a pedido do “New York Times”, a consultoria McKinsey analisou o uso de energia pelas centrais de processamento de dados e constatou que, em média, elas empregavam na realização de computações apenas entre 6% e 12% da eletricidade que seus servidores recebem. O restante da energia é usado essencialmente para manter ligados servidores ociosos, em caso de um pico de atividade que possa desacelerar as operações do sistema ou causar quedas.

Um servidor é uma espécie de computador desktop bem reforçado, sem tela ou teclado, com chips para processar dados. O estudo examinou como amostra 20 mil servidores instalados em 70 grandes centrais de processamento de dados, em ampla gama de organizações: companhias farmacêuticas, fabricantes de equipamento bélico, bancos, empresas de mídia e agências do governo.

Geradores dentro de caixas brancas em central de processamento de dados do Facebook em Prineville, Oregon (Steve Dykes/The New York Times)

“Esse é o segredinho sujo do setor, e ninguém quer ser o primeiro a admitir culpa”, disse um importante executivo do setor que pediu que seu nome não fosse revelado, a fim de proteger a reputação de sua empresa. “Se fôssemos um setor industrial, estaríamos rapidamente fora do negócio”, afirmou.

As realidades físicas do processamento de dados ficam bem distantes da mitologia da internet, onde as vidas são vividas em um mundo “virtual” e a memória fica armazenada “na nuvem”.

O uso ineficiente de energia é propelido em larga medida pelo relacionamento simbiótico entre os usuários que exigem resposta imediata ao clicar o mouse e as empresas que correm o risco de quebra caso não cumpram essas expectativas.

Nem mesmo o uso intensivo de eletricidade da rede parece suficiente para satisfazer o setor. Alem dos geradores, a maior parte das centrais de processamento de dados abriga bancadas de imensos volantes de inércia ou milhares de baterias elétricas –muitas das quais parecidas com as dos automóveis– a fim manter os computadores em ação em caso de queda da rede elétrica nem que por apenas alguns milésimos de segundo, já que uma interrupção dessa ordem poderia bastar para derrubar os servidores. Leia mais ›

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BEM VINDO a esse não-lugar. O blog Relatividade não almeja grandes feitos. Ele apenas relativiza questões do cotidiano, entrelaçadas com perspectivas teóricas e práticas.

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